20 de mai. de 2010
Carta de uma mãe loira
Escrevo estas poucas linhas que é para saber que estou viva.
Escrevo devagar porque sei que não gosta de ler depressa. Se receber esta carta, é porque chegou. Se ela não chegar, avisa-me que eu mando outra.
O teu pai leu no jornal que a maioria dos acidentes ocorre a 1 km de casa. Por isso, mudamo-nos pra mais longe.
Sobre o casaco que queria, o teu tio disse que seria muito caro mandar pelo correio por causa dos botões de ferro que pesam muito. Assim, arranquei os botões e coloquei-os no bolso. Quando chegar aí, pregue-os de novo.
No outro dia, houve uma explosão no botijão de gás aqui na cozinha. Teu pai e eu fomos atirados pelo ar e caímos fora de casa. Que emoção! Foi a primeira vez em muitos anos que o teu pai e eu saímos juntos.
Sobre o nosso cão, o Rexlino, anteontem foi atropelado e tiveram que lhe cortar o rabo, por isso toma cuidado quando atravessar a rua.
Tua irmã Laura vai ser mãe, mas ainda não sabemos se é menino ou menina. Portanto, não sei se vai ser tio ou tia.
Hoje, teu irmão Valclintone me deu muito trabalho. Fechou o carro e deixou as chaves lá dentro. Tive de ir em casa, pegar a reserva para a abrir. Por sorte, cheguei antes de começar a chuva, pois a capota estava abaixada.
Se vir a Dona Rosinha, diz-lhe que mando lembranças. Se não a vir, não digas nada.
Um beijo, tua mãe
PS: Era para te mandar os 300 reais que me pediu, mas quando me lembrei já tinha fechado o envelope.
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29 de abr. de 2010
Freirinha Generosa
Freira Corintiana
Uma freira faz sinal para um táxi parar. Ela entra e o taxista não pára de
olhar para ela:
- Por que você me olha assim?
Ele explica:
- Tenho uma coisa para lhe pedir, mas não quero que fique ofendida...
Ela responde:
- Meu filho, sou freira há muito tempo e já vi e ouvi de tudo. Com certeza
não há nada que você possa me dizer ou pedir que eu ache ofensivo.
- Sabe, é que eu sempre tive na cabeça uma fantasia de ser beijado na boca
por uma freira...
A freira:
- Bem, vamos ver o que é que eu posso fazer por você: primeiro, você tem
que ser solteiro, corintiano e também católico.
O taxista fica entusiasmado:
- Sim, sou solteiro, corintiano desde criancinha e até sou católico também!
A freira olha pela janela do táxi e diz:
- Então, pare o carro ali na próxima travessa.
O carro para na travessa e a freira satisfaz a velha fantasia do taxista
com um belo beijo na boca daqueles de cinema .
Mas, quando continuam para o destino, o taxista começa a chorar:
- Meu filho - diz a freira - Porque é que está chorando?
- Perdoe-me Irmã, mas confesso que menti: sou casado, palmeirense e sou
evangélico.
A freira conforta-o:
- Deixa pra lá. Estou a caminho de uma festa a fantasia, sou travesti, me
chamo Alfredo e torço pro São Paulo!






